RIO DE JANEIRO, 4 de agosto de 2025 — Um episódio do quadro “Quem Quer Ser Um Milionário”, exibido neste domingo no programa Domingão com Huck, deixou o público perplexo, a plateia em silêncio e o apresentador Luciano Huck completamente fora de si — ao ponto de reagir ao vivo com uma frase que nunca se esperava ouvir da boca de um dos nomes mais “controlados” da televisão brasileira:
“Vai tomar no…”
A explosão verbal aconteceu após a atitude surpreendente — e considerada por muitos como desrespeitosa — de um participante que, em um misto de provocação, arrogância e teor político, acabou gerando uma das maiores polêmicas da história do programa.
O que aconteceu? A pergunta que iniciou a confusão
Durante a segunda etapa do jogo, o participante Caio Menezes, natural de Goiânia, respondeu corretamente a uma pergunta sobre história brasileira e garantiu R$ 30 mil. Até então, tudo transcorria normalmente.

Mas logo após ouvir a próxima pergunta, que envolvia dados sobre políticas públicas do governo Lula, Caio pediu ajuda ao público. Ao ouvir as alternativas, ele soltou uma frase carregada de deboche:
“Eu não preciso da ajuda de ninguém pra saber que esse país virou uma piada. Esse jogo aqui também é parte do teatro.”
O auditório caiu num silêncio constrangedor. Luciano Huck tentou amenizar a situação com bom humor:
“Vamos manter o foco no jogo, Caio…”
Mas o participante insistiu:
“Luciano, você já pensou em sair da Globo e fazer algo que realmente ajude o país, em vez de entreter esse bando de alienado?”
Foi aí que veio o rompimento.
Luciano Huck perde a paciência: “Vai tomar no…”
Com visível irritação, Huck respirou fundo, encarou o participante e, num momento raríssimo de perda de compostura, rebateu com a frase que imediatamente viralizou nas redes sociais:
“Vai tomar no… sabe onde, né? Aqui a gente respeita o público e quem trabalha duro pra fazer um programa decente.”
A produção rapidamente cortou para o intervalo comercial, deixando o público atônito.
Repercussão: redes sociais, bastidores e o Brasil dividido
Nas redes sociais, os vídeos do momento já ultrapassaram 7 milhões de visualizações em menos de 10 horas. Internautas se dividiram:
– “Luciano Huck é humano, ninguém aguenta esse tipo de provocação gratuita ao vivo.”
– “O participante só falou verdades. A Globo não gosta quando alguém escapa do script.”
A reação de Huck foi defendida por colegas de emissora como Fátima Bernardes e Marcos Mion, que afirmaram que “o respeito precisa ser inegociável”. Já perfis mais críticos à Globo acusaram o apresentador de arrogância e censura.
Internamente, fontes da TV Globo relataram que a direção do programa debateu a possibilidade de cortar o quadro do ar, mas decidiu manter o episódio completo no Globoplay, com um aviso sobre conteúdo sensível e linguagem inapropriada.

A tensão política que escorreu para o entretenimento
Este episódio revela mais do que um simples atrito entre apresentador e participante. Ele escancara a tensão crescente entre política e entretenimento na televisão brasileira. Em um país polarizado, cada fala — mesmo em um game show — é analisada, criticada e transformada em ato político.
Luciano Huck, que já flertou com a política partidária e é visto por muitos como um “presidenciável adormecido”, acabou sendo pressionado publicamente a se posicionar sobre seu papel: entertainer, influenciador ou futuro político?
Pronunciamento oficial de Huck
Horas após o programa, Huck usou suas redes sociais para publicar uma nota:
“Sou um ser humano. Defendo a liberdade de expressão, mas não aceito desrespeito com minha equipe, com o público nem com os valores do programa. Errei no tom da resposta, mas não no princípio. A vida real é mais dura que qualquer jogo, e o Brasil precisa de diálogo, não de ataques gratuitos.”
A nota foi compartilhada mais de 400 mil vezes e recebeu apoio de diversos famosos, mas também críticas por parte de influenciadores de direita.

Conclusão: o estopim de um novo debate na TV brasileira
O episódio deste domingo será lembrado como um divisor de águas. Não apenas pela quebra de protocolo, mas por colocar no centro do debate o limite entre liberdade e responsabilidade, entre entretenimento e crítica social, entre opinião e provocação gratuita.
Luciano Huck, antes símbolo da conciliação, agora se vê no centro de uma tempestade cultural. E a pergunta que ecoa nas redes, nos bastidores e nas conversas de segunda-feira é:
Quem está, de fato, “tomando no…” nesse jogo político disfarçado de entretenimento?